Abandono infantil agora é ilícito civil: entenda o que muda com a Lei 15.240/2025

A responsabilidade parental no Brasil acaba de ganhar um reforço importante. Com a publicação da Lei 15.240/2025, o abandono infantil passou a ser reconhecido expressamente como ilícito civil, permitindo que crianças e adolescentes vítimas dessa forma de negligência busquem indenização por danos morais.

Essa mudança representa um avanço significativo na proteção dos direitos da infância, reforçando que a convivência familiar, o cuidado diário e o suporte emocional não são opcionais — são deveres legais dos pais.

Neste artigo, você entenderá o que a lei traz, como ela se aplica e quais são as consequências jurídicas para quem pratica o abandono infantil.


O que diz a Lei 15.240/2025?

A nova legislação estabelece que o abandono infantil, seja ele emocional ou material, configura violação dos deveres parentais previstos no Código Civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com isso, passa a ser possível responsabilizar civilmente o genitor que se omite de forma injustificada.

Na prática, significa que o responsável pode ser condenado a pagar indenização por danos morais à criança ou adolescente prejudicado.

A lei reconhece a amplitude do abandono, que não se limita à ausência física, mas também envolve:

  • Falta de presença e convivência mínima
  • Ausência afetiva deliberada
  • Negligência prolongada
  • Desinteresse pelo desenvolvimento da criança
  • Falta de cuidados essenciais, mesmo que haja condições de oferecê-los

O que caracteriza o abandono infantil?

De acordo com a nova interpretação legal, caracteriza-se abandono quando o responsável:

✔️ Não exerce funções básicas da parentalidade

Incluindo afeto, convivência, supervisão e orientação.

✔️ Não oferece cuidados essenciais

Como saúde, higiene, segurança e educação.

✔️ Não acompanha o desenvolvimento da criança

Mostrando desinteresse injustificado pela rotina e pelo bem-estar.

✔️ Age com negligência contínua

Mesmo quando possui meios e condições de prover o básico.

Esses comportamentos podem gerar consequências emocionais severas, como insegurança afetiva, ansiedade, dificuldades sociais e prejuízos ao desenvolvimento cognitivo.

Compartilhe essa publicação!

Talvez essas publicações também te interessem!